6 ideias inteligentes para evitar a exaustão e preservar a sua energia

Nisso que a gente fala tanto de produtividade, de perfomance e de como trabalhar com foco, atenção e energia, a gente frequentemente esquece do outro lado dessa moeda: o descanso e a recuperação dessas mesmas energias. Sem entrar no mérito da questão de quem está certo ou quem está errado (ou do quanto o discurso da internet gira em torno de um lado ou outro dessa moeda), a verdade central é que a vida bem vivida precisa estar nutrida de um conjunto variado e bem misturado de forças contrárias.

A vitalidade, de um lado, e o vazio, do outro.

Esse texto vai tratar desse segundo tipo de força e eu preciso dizer que a motivação para escrever sobre isso é total e inteiramente pessoal. Porque eu mesma tenho passado por um período de cansaço, de sobrecarga e até mesmo de ligeiro estresse e, também, porque vejo muitas pessoas ao meu redor passarem pelo mesmo tipo de coisa. Não me interessa, nesse artigo, discutir os pormenores ou explanar as causas mais comuns que fazem a gente ficar estressado. Eu estou interessada é nas soluções práticas para isso.

Depois de pensar um bocado e de analisar o que eu mesma aconselho para os meus amigos (que vem até mim, frequentemente, com o discurso de “eu não aguento mais esse estresse”), achei justo falar das seis atitudes básicas e principais que, se mantidas no seu estilo de vida, vão te ajudar.

Afinal de contas, a sua energia é o seu bem mais precioso. E por mais que seja muito legal falar de produtividade e de organização (como formas de poupar tempo, dinheiro e de fazer mais coisas), a verdade é que nada disso adianta porra nenhuma se você estiver fodido e no fundo do poço da saúde.

 
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aproveita pra salvar essa imagem aí no Pinterest para se lembrar dessas ideias legais depois. <3


 

Cuide do seu sono, da sua comida e se movimente

A gente esquece às vezes, no meio da correria doida e das metas impossíveis do dia-a-dia, o que é importante de verdade. Se esse é o seu caso (como talvez também seja o meu, não nego nem afirmo), encare essa frase como um lembrete vital: o mais importante da sua vida é fazer as coisas que te mantém vivo. E não só “vivo” no sentido básico da palavra, mas no sentido amplo e geral de “vivo com qualidade e com ânimo de espírito”. A primeira coisa que voa pela janela, em tempos de esforço, sacrifícios e crises, costuma ser a comida – ou o sono. Ou, então, os exercícios. E talvez até, quem sabe, os três juntos.

Eu sei que é difícil. Acredite em mim: eu sei.

E, por enquanto, não é hora deu te dar nenhuma dica prática de como você pode facilitar esses três processos essenciais – esse é assunto para um outro texto. Eu quero só ressaltar o óbvio: sem comida, sem sono e sem o mínimo de atividade física o seu corpo não consegue se autorregular tão bem. Ou, dizendo a mesma coisa em outras palavras, você não consegue garantir o mínimo de saúde necessária para que o seu corpo cuide de você da forma exímia com a qual ele é capaz de cuidar. A principal (e única) pessoa responsável pela propagação da sua vida é você. Não coloque essa expectativa em cima de ninguém. Você simplesmente não consegue funcionar bem por muito tempo se um desses três Pilares Básicos da Saúde for ignorado. Pense em uma pequena (PE-QUE-NA) meta de hábito que você pode instalar em cada uma dessas três instâncias e que te daria um pouco mais de qualidade de vida.

E aí, depois, leia esses dois textos aqui para colocar esses hábitos em prática: os ingredientes essenciais para formar novos e bons hábitos + como manter os seus hábitos de verdade: os itens básicos.

 

Automatize as decisões irrelevantes

Longe de mim querer que você se transforme em uma máquina ou em um robô sem sentimentos, você sabe. A pegada dessa dica não é pelar o seu livre arbítrio do seu dia-a-dia, muito pelo contrário: o propósito é fortalecer os pontos que mais drenavam a sua energia. Como eu disse aqui nesse texto do ano passado, a gente precisa aprender a decidir as nossas decisões. Ou seja: a não voltar atrás, não se duvidar e não repensar as coisas que a gente já avaliou que são boas para nós. Principalmente porque, como vocês sabem, o nosso cérebro (a parte mais primitiva dele) adora nos poupar do desconforto.

Nós somos feitos para evitar tudo aquilo que pode provocar a nossa morte – física ou metafórica.

E, de um lado da moeda, isso é um problema chato. Muitas decisões boas, sobre hábitos bons e saudáveis da gente ter, acabam passando pela Esteira da Dúvida porque, inconsciente e irracionalmente, o nosso cérebro quer nos poupar daquele perigo desconhecido. Mudar de comportamento, mesmo, e erradicar alguns dos nossos defeitos, por mais que seja algo bom na teoria, é extremamente desconfortável.

E é no meio dessa queda de braço que surge a famosa fadiga da decisão.

Uma vez que você saiba os três pequenos hábitos saudáveis que você quer implementar, decida não voltar atrás nessa decisão. Eu bem sei que isso é mais fácil ser dito do que ser feito, mas vale à pena insistir. Encare essas pequenas mudanças de estilo de vida como irretratáveis e inquebrantáveis. Ponto.

 

Se concentre no que é importante de verdade

No fim do dia, você sente que você se dedicou ao punhado de tarefas (criativas, sensíveis, delicadas e complexas) que realmente fazem parte do seu trabalho ou dos seus estudos? Ou a sua atenção foi consumida com pequenezas sociais, burocráticas e “distrativas” que só te fizeram estar ocupado?

Essa dica soa boba e, até certo ponto bem óbvia, mas a gente tem uma puta dificuldade de fazer tempo para se concentrar no que realmente importa. Se ocupar com merdas irrelevantes é sempre mais fácil

Será que você precisa mesmo ser mais produtivo? Ou você só precisa canalizar bem a sua energia?

Essa é a pergunta central que norteia todo esse texto e, em especial, essa dica.

Cada um sabe de si e eu também não estou aqui para te dizer quais são as tarefas importantes do seu dia. Mas como a gente bem aprendeu nesse artigo aqui, os perfeccionistas de plantão sempre acabam encontrando esconderijos seguros e quentinhos que salvam eles de dar a cara à tapa. Existem muitas formas de procrastinação, mas eu sou expert nessa e é por isso que ela sempre me vem à mente primeiro.

A gente reclama tanto das distrações externas – mas será que a gente faz por onde colocar a nossa atenção nas coisas realmente valiosas? Você sabe que está tudo bem deixar para responder alguns emails depois do almoço. Você sabe que se você desativar as notificações do Whatsapp e olhar ele apenas meia três vezes por dia nada de ruim vai acontecer (dependendo de qual é o seu trabalho, é claro). Mas olhar as redes sociais de cinco em cinco minutos e não conseguir deixar o celular longe são dois exemplos de tarefas pequenas, nenhum pouco importantes ou relevantes, que a gente adora fazer.

Porque é mais fácil. É menos arriscado, é menos trabalhoso, é mais seguro.

Comece o seu dia com o mínimo de tarefas de merdas possível e coloque a sua energia inicial nas coisas que de fato têm a ver com os seus objetivos do ano e com as suas metas de vida. Deixe o resto pra depois.

 

Pare de trabalhar sempre no mesmo horário

Workaholics de plantão, uni-vos. Vamos nos abraçar virtualmente e criar uma egrégora de pessoas que sabem que deveriam estar cuidando mais delas mesmas do que dos seus trabalhos. Sem entrar no mérito dessa discussão, o fato é que a gente precisa unir o trabalho produtivo com o lazer descompromissado.

Trabalhar demais é uma das formas mais seguras de você não conseguir trabalhar mais depois.

E eu não sei vocês (porque isso varia de acordo com os organismos e o biotipo de cada um), mas se eu me esforço para trabalhar de noite (quando eu estou, naturalmente, cansada e sem muito foco) eu fico um caco na manhã seguinte. Nem sempre a gente tem essa margem de manobra, é claro, mas para as pessoas que trabalham por conta própria ou que tem mais flexibilidade no trabalho, uma dica de ouro: se poupe.

Não seja a pessoa a exigir tanto de você mesmo que você termina incapacitado de fazer o seu trabalho no dia seguinte. Se não houver urgência real ou nenhum prazo louco para cumprir, descanse. Tá liberado.

A melhor dica que eu posso te dar é essa: crie um horário fixo para parar de trabalhar todos os dias e cumpra ele fielmente. Isso é super fácil para algumas pessoas (as que, espontaneamente, sabem se colocar em primeiro lugar), impossível para outras (as que precisam obedecer regras de terceiros) e o caminho da luz e da salvação para um terceiro grupo de pessoas: as que são responsáveis pelas próprias doenças, pelo próprio estresse e que precisam lembrar que trabalho não é tudo nessa vida.

 

Saiba dizer "não" quando for necessário

Como disse a Thais Godinho nesse vídeo aqui, saber dizer “não” é essencial – tanto para os outros quanto para nós mesmos. Dizer “não” para você mesmo inclui, por exemplo, saber negar as tarefas fáceis, seguras e que servem de esconderijo para quando você está com medo de fazer as tarefas realmente importantes. Dizer “não” para os outros inclui, obviamente, saber negar as oportunidades que você realmente não quer aproveitar. Ou as que, segundo essa teoria que eu amo, receberiam uma nota 7.

Essa história está no livro Finish, se não me engano, e ela nos conta o seguinte: um CEO de uma empresa estava treinando os seus funcionários para contratarem novas pessoas para entrarem nos seus times. Durante o treinamento, ele instruiu todo mundo a avaliar os candidatos de acordo com alguns testes e a única regra que eles precisavam cumprir, na hora da avaliação final, era essa: nenhum candidato poderia receber a nota 7. Poderia ser 0, 5, 6, ou até 8 – menos 7. A moral dessa história é bem simples.

7 é o mínimo suficiente para passar, nas épocas de escola. É aquela coisa que não fede e nem cheira.

Não te irrita, mas não te atrai. Não te faz mal, mas não é a sétima maravilha do mundo.

Quando você estiver tentado à aceitar alguma coisa que, na sua cabeça, receberia uma nota 7 (algo suficientemente bom, nem péssimo e nem ótimo, só mais ou menos mesmo), se faça a seguinte pergunta: o que eu poderia fazer para que essa oportunidade ganhasse um 8 ou um 9? Tem alguma coisa ao meu alcance (AO SEU ALCANCE) que faria essa oportunidade ser uma excelente adição na minha vida?

Pense um pouco, analise as possibilidades e decida o que for o melhor pra você.

Ao fim e ao cabo, não tenha medo de dizer não para as merdas que você não quer. Isso vai abrir espaço (na sua agenda, no seu coração e no seu espírito) para você atrair e realmente arcar com as consequências de ir atrás do que te faz realmente pular de energia. Essas são as experiências valiosas.

 

Não tenha medo de tirar férias

Um desdobramento lógico da penúltima dica e que serve para o mesmo tipo de pessoas: aquelas que acham que algum buraco negro horrível vai surgir embaixo dos seus pés e que todas as catástrofes mundiais possíveis vão acontecer ao mesmo tempo se elas se afastarem dos seus trabalhos.

Uma verdade: não vão não. Fica frio.

Se essa carapuça serviu em você, experimente pensar nas suas férias da seguinte maneira: uma pequena janela de tempo para você recalibrar a sua criatividade, o seu ócio filosófico e o seu direito divino de não fazer porra nenhuma. Nem tudo precisa ser produtivo nessa vida, meu povo. Nem tudo precisa ter uma finalidade e a gente não precisa sempre “tirar algo” prático ou rentável das coisas que a gente faz.

Às vezes a gente só precisa ser. Se liberar para viver o momento presente e foda-se o que vier depois.

Eu gosto demais do jeito de tirar férias que a Rafa Cappai mencionou aqui nessa entrevista: tirar de sete a dez dias de pausa a cada três meses, mais ou menos. É claro que isso serve mais e principalmente para quem é autônomo, empreendedor ou freelancer, mas seria muito legal se todo mundo pudesse chegar a um acordo com os seus chefes e plasmar alguma versão dessa ideia na sua prática de trabalho. Você não precisa tirar 30 dias de férias. Você não precisa viajar e nem gastar rios de dinheiro, se você não quiser.

Você só precisa se permitir viver algo além do seu trabalho algumas vezes por ano. Isso é muito refrescante, cara. Isso é o que vai te descansar (para você ter forças para lutar as suas batalhas) e o que vai te dar ainda mais energia e criatividade para continuar reinventando o seu trabalho e a você mesmo.


 

PRA CONTINUAR APRENDENDO, COLA NUM DESSES TEXTOS AI Ó. SÓ TEM IDEIA BOA:

 

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