Notas sobre como ter sucesso e evoluir sempre na vida

Eu não sei se você sabe, mas eu tenho uma fama de me entusiasmar bastante com os livros que eu leio e de achar que todos eles são absolutamente incríveis e maravilhosos. Vivo dando cinco estrelas e distribuindo amor e recomendações pra quase todos eles.

Admito que isso pode ferir um pouco a minha credibilidade, mas lá a verdade é que eu costumo dar muita sorte. Com toda a certeza existe algum Anjo da Literatura que me abençoa e que me protege, porque é super incomum eu ler um livro meia boca ou chato. Dois mil e dezessete tem sido, até agora, um ano particularmente saboroso e riquíssimo em termos de experiências literárias.

E hoje eu vou te contar a história do melhor livro que eu já li.

Foi uma dessas coincidências inesperadas da vida que me colocou no caminho desse livro terrivelmente transformador: eu estava vendo um vídeo no Youtube, no canal de uma menina super charmosa e bacana que eu sigo faz tempo, e calhou de ser um vídeo sobre os melhores livros que essa tal moça já tinha lido. E lá pelo final da lista ela falou do Slight Edge – um livro aparentemente normal e bem dentro dos padrões dos temas de desenvolvimento pessoal, autoajuda e essas coisas.

Ele foi escrito pelo Jeff Olson, um cara os Estados Unidos de quase sessenta anos que criou um verdadeiro império de empresas bem sucedidas e que anda deixando uma marca gigantescamente positiva na vida das pessoas.

Como quem não quer nada, baixei uma amostra desse livro na Amazon e comecei a ler. E cara, sem sacanagem: eu quis grafar e marcar todas as frases daquelas primeiras páginas. Sabe aquela sensação estranha que você tem, às vezes, de entrar em um lugar totalmente novo (ou de conhecer uma pessoa totalmente nova) e de se sentir profundamente à vontade? Como se você e o lugar fossem uma coisa só e você já tivesse estado ali milhares de vezes antes?

Assim.

Ler esse livro foi como voltar pra casa.

Foi um alívio tão grande que eu quase escutei a minha alma e a minha mente suspirando – como se elas estivessem morrendo de sede e aquelas ideias e conhecimentos fossem uma gigantesca garrafa de água bem gelada.

Li tudo nos dias seguintes e é mais do que óbvio que eu não poderia deixar de trazer os pontos altos dessa leitura aqui para o blog. Se você fizer apenas uma coisa na sua vida inteira por minha causa, que seja ir numa livraria e comprar e ler esse livro.

Muitíssimo infelizmente (ô editoras brasileiras, vamos lá mudar essa situação?) não existe ainda nenhuma tradução desse livro por aqui, então você vai precisar manjar um pouquinho de inglês para navegar bem nessa leitura. Mas se você é safo para ler nessa língua, vá fundo meu filho! 🙅

E ó, deixa eu te dizer: foi um trabalho hercúleo e inumano escolher só meia dúzia de frases para escrever esse texto. Dava para cada pessoa do mundo escrever um tratado sobre esse tema e a gente ainda não ia conseguir esgotar o assunto. Mas confio na minha intuição e espero ter escolhido as frases certeiras que vão te fazer querer mergulhar nessa leitura também.

Como sempre, vale lembrar que esse artigo não é uma resenha estilística, crítica ou profundamente completa. Essas notas são apenas a minha forma de compartilhar um cadinho das pérolas maravilhosas que eu encontro por aí e deixar que elas ecoem na imensidão da nossa querida internet.

 
 

O que esses milionários fizeram foi simples: eles dominaram o mundano.

“Slight edge”, em português, seria algo como “pequena diferença”.

O livro inteiro é baseado na ideia que pequenas diferenças diárias (especialmente aquelas bem pequeninas que geralmente ninguém nem dá atenção) são a chave do sucesso. Você talvez já tenha ouvido falar desse conceito com outros nomes e em outras roupagens: melhoria contínua, efeito composto, o avanço de 1% e coisas assim.

Nomes diferentes, mesma essência.

O autor fala bastante sobre o poder invisível e avassalador de fazer a mesma coisa todos os dias – e ressalta que são justamente essas pequenas coisas que nos levam para o caminho do sucesso. Independente do que o sucesso seja para você, pode acreditar: ele está muito mais perto de você do que você imagina.

E essa frase é uma das melhores e mais incríveis para ilustrar todo esse raciocínio. As pessoas que conseguiram exatamente o que queriam nessa vida não são pessoas melhores do que eu ou você.

Elas não são necessariamente mais talentosas e nem sempre elas nasceram com pilhas e pilhas de dinheiro. Elas não são mais inteligentes, mais capazes ou especialmente super dotadas. Você já se pegou pensando algo do tipo: “Nossa. O que será que esse fulano tem que eu não tenho? Porque é que ele conseguiu isso e eu não?” Chances são que sim – afinal de contas, somos todos humanos aqui.

Mas aí está o pulo do gato, jovem gafanhoto: essas pessoas não são melhores do que você. As pessoas bem resolvidas e com sucesso são aquelas que se tornaram verdadeiros mestres em fazer coisas mundanas. É aí que a mágica está guardada.

A nossa vida acontece de verdade nos momentos pequenos. Os pontos decisivos e barulhentos também nos afetam, é claro – mudança de emprego, mortes, nascimentos, casamentos, traumas, viagens e profundas reviravoltas –, mas não tanto quanto aquilo que a gente faz todo dia

Comece a reparar melhor na forma como você vive. Como é que você dorme, por exemplo? Quais são os períodos de descanso que você tem ao longo do dia? Quando alguma coisa dá super errado, qual costuma ser a sua reação? Como é que você se alimenta atualmente? Com quem você conversa entre uma tarefa e outra, ao longo do dia? No que é que você costuma pensar quando está indo ou vindo para o trabalho?

Pense nisso.

E saiba, com todo o seu coração e com toda a sua força racional, que o seu sucesso está aconchegado e escondido entre as suas tarefas cotidianas.

 

O problema não é uma única comida ruim. O problema são as centenas de comidas ruins ao longo do tempo.

Você já viu por aí aquela sigla YOLO?

Ela quer dizer you only live once. Ou, traduzindo pra nossa língua: você só vive uma vez. E ela é super conhecida por acompanhar fotos e registros de pessoas metendo o pé na jaca – comendo coisas super safadas e cheias de açúcar ou fazendo qualquer coisa “inapropriada”. Afinal, de contas, a gente realmente só vive uma vez.

E não teria a menor graça viver se privando das coisas realmente boas da vida, né? Pausa, rebobina. Esse buraco é bem mais embaixo.

O poder do efeito composto está, como o nome já diz, justamente na parte do “composto”. Se você ler dez páginas de um excelente livro todos os dias, provavelmente nada de muito incrível vai acontecer logo na primeira semana. Você vai ter lido setenta páginas no final de sete dias e ponto final.

Dez páginas não são realmente nada de muito fantástico. Dez minutos de caminhada ou apenas um pequeno prato de salada também não. Muito menos dois reais colocados num cofrinho. Essas coisas são miúdas e praticamente imperceptíveis.

Mas o que aconteceria se você lesse dez páginas de um excelente livro por dia por um ano inteiro? Você teria lido (se a minha matemática não falha) 3.650 páginas, o que seria igual a ler mais ou menos doze livros ao longo do ano.

E como seria a sua vida se você lesse apenas doze livros realmente poderosos e transformadores todos os anos, religiosamente, sem falhar? E se você colocasse essas ideias e conceitos em prática? Quando a gente tira o zoom da coisa e olha para o futuro, aquelas dez páginas diárias de repente parecem muito mais decisivas.

Um lanche no Mc Donald’s não vai acabar contigo. Um dia inteiro comendo pipoca, tomando refrigerante e comendo bis na frente da TV fazendo uma maratona da sua série favorita na Netflix não vai acabar com a sua saúde.

Ninguém morre por perder um dia da academia.

Ninguém cai duro no chão porque comeu um cachorro quente.

Mas o que a gente faz em um dia é o que a gente faz todos os dias – ou, pelo menos, bem poderia ser. Quanto mais a gente repete um hábito, mais é provável que a gente repita ele de novo no futuro. E quanto mais a gente reforça os mesmos padrões de comportamento, mais eles são reforçados. Entende o perigo do negócio?

Um dia indo dormir super tarde, acordando cedo, vendo televisão até à hora de deitar e se alimentando só de merda não vai acabar com você. Mas centenas de dias fazendo isso, ao longo da vida, com certeza vão.

O efeito composto está sempre em ação: seja à seu favor ou contra você.

 

O tipo de integridade mais relevante é essa: o que você faz quando ninguém está te olhando.

O Jeff ressalta e bate bastante na tecla que as pessoas com maior sucesso e realizações são aquelas que possuem integridade para consigo mesmas. São as pessoas que fazem as melhores escolhas para elas mesmas todos os dias – e não só quando elas estão com vontade.

E mano do céu, essa frase aí me pegou lá no fundo.

Você sabe como é: são tantos os momentos de fraqueza, dúvida, apatia ou indiferença nessa vida que a gente – com frequência – simplesmente pega o caminho do menor esforço. Afinal de contas, ninguém está olhando.

Somos só nós ali. Ninguém vai ver e muito menos reparar no tipo de comida que você colocou no seu prato quando foi almoçar com o pessoal do trabalho na segunda-feira. No máximo uma ou duas pessoas vão ver que você decidiu comprar uma revista de fofocas ao invés de um livro bacana.

E quando está frio, chovendo e ventando como se fosse o dia do juízo final e você precisa decidir se você vai se livrar das cobertas para ir na academia ou não – ah, meu filho. Aí mesmo é que você está sozinho, sem platéia.

Ninguém vai aplaudir, ninguém vai vaiar.
 

👀

E são aqueles momentos diários privados, que ninguém mais vê, que vão determinar o rumo que a sua vida vai tomar. (via @euorganizadocom)


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Você sempre vai ter uma escolha para fazer. Todos os dias, o dia inteiro, pelo resto da sua vida. E, cá entre nós, você sabe de cor e salteado qual é a melhor escolha. Ou, pelo menos, todo mundo sabe teoricamente.

Você não precisa ser nenhum gênio da nutrição para saber escolher entre um prato minimamente saudável e um totalmente cheio de besteiras. Você não precisa ser nenhum terapeuta treinado para saber que é muito melhor ser agradecido pelas coisas boas que andam rolando na sua vida do que entrar no ciclo vicioso da reclamação sem fim.

Você tem uma boa ideia de como fazer a sua vida andar pra frente.

A questão é: você está enxergando e aproveitando essas oportunidades?

 

Nada gera mais sucesso do que o sucesso.

Ponto, parágrafo. Leia essa frase algumas vezes e deixe ela assentar na sua cabeça.

Quanto mais sucesso você tem, mais sucesso você vai ter.

Quanto mais escolhas boas você faz, mais mudanças positivas você vai ter. E isso se aplica até para as coisas pequenas, tipo decidir entre acreditar que você é uma pessoa imprestável ou se dar parabéns por ter feito alguma coisa certa.

Parece que não, mas o que nós falamos sobre nós mesmos dentro da nossa cabeça conta muitíssimo. Parece que não, mas todas as pequenas escolhas levemente erradas e levemente destrutivas que a gente toma ao longo do dia podem se transformar em uma montanha gigantesca de catástrofe.

E todo hábito que você tem facilita ele mesmo.

Parece uma frase vazia feita só para te seduzir, mas pára pra pensar: não é muito mais fácil continuar indo à academia ou continuar acordando cedo pra ir na natação quando você já vem fazendo isso por alguns dias seguidos? E não parece absurdamente infernal ter que voltar pro ritmo da atividade física depois de alguns dias totalmente parado?

As ações que vão te levar para o sucesso são simples.

Você provavelmente já tem uma boa ideia de quais são elas. E você já deve saber, à essa altura do campeonato, que qualquer coisa que você fizer por bastante tempo, de modo consistente, vai terminar afetando a sua vida de uma forma bem mais profunda do que você consegue imaginar. Agora é só fazer.

Facilitar o seu sucesso do futuro depende só de você, meu bem. O que é que você anda fazendo para garantir que, ano que vem, você consiga aquele objetivo incrível que anda rodando na sua cabeça ultimamente?

E mesmo as coisas inofensivas – mas que machucam, que diminuem, que confundem e que esvaziam a sua confiança – podem acabar criando raízes tão profundas na sua cabeça que você nem consegue se dar conta delas.

Todo mundo sofre nessa vida? Todo mundo sofre. Todo mundo sente raiva? Com certeza sim. Não estou dizendo que você não deve ter dias ruins, longe disso. Mas presta atenção em como você lida com o mundo e com você mesmo ao longo dos dias. É bem capaz que esse conjunto de atitudes determine o seu futuro.

E aí você não vai poder dizer depois que ninguém te avisou.

 

Parece que você está apenas escolhendo como você vai passar a próxima hora. Mas a verdade é que você está escolhendo como vai passar os próximos quarenta anos.

Tudo o que você faz é importante.

Essa é a filosofia mágica e transcendental que está na base desse livro. Tudo o que você faz cria uma reação – mesmo que você não consiga saber exatamente que reação é essa, à princípio. E já que ninguém vive totalmente isolado, as suas atitudes podem ter efeito até em pessoas que você nunca viu na vida.

A pedra filosofal da ideia do efeito composto é que você nasceu com um poder maravilhoso e profundamente potente: fazer coisas. E as coisas que você faz realmente acontecem no mundo real, em 3D, afetando e sendo afetadas pelas coisas que outras pessoas também estão fazendo.

E o seu legado nessa vida é o conjunto dessas coisas que você faz.

Já parou para pensar no que pode sair de tudo isso? Um ser humano totalmente capaz, inteligente, com boas oportunidades e com boas companhias, se esforçando para usar pelo menos 60% da sua capacidade total por 70 anos de vida?

Cara: muita coisa boa pode sair disso.

E todas elas começam exatamente no mesmo lugar: espremidas no meio de uma rotina aparentemente não glamurosa. Todas elas começam do mesmo jeito: quando o tal ser humano entende, de verdade, que todas as ações dele realmente importam – e que nenhuma delas deveria ser subestimada.

Nunca subestime o poder que você tem na sua vida.

Depois, nunca subestime o poder que você tem na vida de quem está ao seu lado.

 

Faça a coisa e você vai ter o poder.

Essa frase é citada pelo Jeff várias e várias vezes ao longo do livro, mas ela foi dita pelo Ralph Emerson. E a vontade de tatuar isso bem no meio da minha testa?

Pra colocar a cereja nesse bolo de quase três mil palavras (ou seja, esse texto – e muito obrigada se você aguentou o tranco e leu até aqui), preciso relembrar esse ensinamento incrível: você é o que você faz, não o que você diz que vai fazer.

O poder, o sucesso e a realização chegam todos juntos, numa carruagem medieval, depois que você age. Nunca chegam antes, só depois.

O que vai te levar para a vida dos seus sonhos e o que vai te fazer chegar nas suas metas de dois mil e dezessete são as suas ações. Impossível dizer algo mais básico e aparentemente idiota do que isso, né? Mas vai por mim, esse conselho pode mudar a vida de muita gente.

E a carapuça serviu direitinho em mim.

Se você também procrastina as coisas e deixa os seus projetos mofando na gaveta porque é perfeccionista (e se esse é mesmo o seu caso, recomendo fortemente que você leia esse texto aqui e depois esse outro), o antídoto é um só: faça.

Faça o que você mais tem medo de fazer (contanto que isso não ponha a vida de ninguém em risco), faça o que você acha que vai ser super criticado, faça o que você realmente sempre desejou construir. E faça todos os dias.

Não tem quase nada que você não possa conquistar nesse mundo. Especialmente quando você percebe que a sua ação tem muito poder e que o tempo, se você deixar, vai ficar do seu lado e lutar essa batalha contigo.

 

Concluindo

Os meus livros favoritos são aqueles que são um pouco doce, um pouco amargo.

Quando você encontra uma verdade tão profundamente universal que você consegue entender a lógica da coisa e, ao mesmo tempo, tocar com a pontinha do dedo um pequeno pedaço do mistério da vida. Sabe como?

Esse livro foi exatamente assim. Eu saí da leitura mais forte, mais confiante e simplesmente transpirando fé. Porque, obviamente, o poder do tempo e do efeito composto não é algo que pode ser negado – mas, ao mesmo tempo, também não são coisas que dão frutos super rápido.

O lance acontece com calma, na surdina da noite, ao longo do tempo.

E, como dizia o filósofo Jorge Angel Livraga, paciência é uma forma de fé. Tomara que você tenha adorado essas frases tanto quanto eu e que, mais importante de tudo, comece a fazer o efeito composto da sua vida trabalhar a seu favor ainda hoje.

Cê anda lendo algum livro poderoso ultimamente? Se sim, comente comente comente! Adoro sugestões de boas leituras, meu povo! 📚


🌪 CURTIU? AQUI TEM + IDEIAS BACANAS PARECIDAS, Ó: