Dicas para empreender: entrevista com Adriana Coyado

Conheci a Adriana há uns meses atrás, quando estava começando a movimentar o instagram do Eu Organizado (que, modéstia à parte, está ficando cada dia mais legal; aproveita a pausa e segue lá! Os conteúdos são sempre exclusivos e fresquinhos).

Eu a segui, ela me mandou uma mensagem agradecendo e começamos a puxar papo. Ela me disse que adorava os temas de produtividade e organização (ó, que coincidência bacana!) e que era coach de mulheres empreendedoras.

Minha orelha ficou, obviamente, em pé.

Comecei a reparar nas suas postagens e um dia calhei de visitar o seu site. E nossa, confesso que fazia tempos que eu não via um site tão lindo assim. Assinei a lista de email e logo na semana seguinte recebi a primeira newsletter.

O conteúdo era tão bacana, tão certeiro e tão honesto que dava gosto de ler. Semanas depois ela também assinou a minha lista de email e prontamente respondeu à newsletter que eu enviei na semana seguinte: disse que aquele assunto a lembrava de uma palestra TED maravilhosa que ela tinha visto.

A ideia de chamá-la aqui para dar algumas dicas de produtividade & de empreendedorismo para vocês nasceu, vingou e agora está pronta para vir ao mundo.

E sobre o que a gente fala nessa entrevista?

De tudo um pouco: quais são os passos essenciais que todo mundo que quer empreender deve ter em mente, os mitos do empreendedorismo, qual é a maior dificuldade que ela tem tido ultimamente para tocar o próprio negócio e de que forma ela se mantém organizada e produtiva no dia a dia.

Um prato cheio para mergulhar de cabeça e saciar a fome de dicas valiosas e de insights únicos, viu.

 
 

Antes de tudo, conta um pouco de você para gente! Desde quando você trabalha como coach de empreendedorismo? De onde saiu essa vontade?

Senta que lá vem história, rs!

Eu sou formada em Ciência da Computação e trabalhei cerca de 9 anos no mundo corporativo, atuando em diversos papéis nas áreas de projetos e de desenvolvimento de software. Nos últimos anos fui coordenadora de projetos e líder de equipe. E conheci o Coaching na última empresa em que trabalhei. Meu gerente me deu a oportunidade de passar pelo processo para desenvolver habilidades de liderança para gerar resultados ainda melhores para a equipe. 

Eu curti tanto o processo que resolvi usá-lo como ferramenta para motivar e engajar o meu time. Montei uma espécie de Coaching em Grupo e conseguimos desenvolver muita coisa juntos. Eu tinha como bagagem apenas a minha vivência no processo em que participei e isso me fazia travar em alguns momentos. Expliquei a situação para o meu coach e ele me orientou a fazer pelo menos um dos cursos de formação.

Segui as orientações e fiz minhas formações em Coaching em 2013 e em 2014. Inicialmente eu não tinha um nicho definido, atendia pessoas próximas independentemente de qual resultado elas queriam alcançar – e continuava aplicando as técnicas com meu time. 

Atuar como coach era mais um hobby do que profissão. Até que duas coachees (coachee é quem passa pelo processo de Coaching) tiveram resultados e transformações extraordinárias! Aquilo preencheu a minha alma, sabe? 

Nessa época já tinha passado pela minha cabeça a ideia de ter um negócio próprio. Ser empresária me assustava um pouco, mas eu sabia que teria o apoio do meu noivo. Isso me deixou mais tranquila e me levou a me preparar financeiramente para isso. Pesquisei franquias e tal, mas graças a Deus que isso não deu certo.

Caso contrário, possivelmente não estaria onde estou hoje! 

Depois das transformações das coachees que mencionei, me caiu uma ficha: já que eu ia investir em algo, porque não investir em mim mesma? 

 
 

Foi então que redirecionei as minhas energias para tornar profissão o que era apenas um hobby. Esse processo de empreender a mim mesma não foi fácil! Eu precisei desmistificar muita coisa, lidar com medos, inseguranças e incertezas. Afinal, esse negócio seria só meu e eu era do tipo que tremia na base só de ouvir os jargões do empreendedorismo! 

Depois de passar pela turbulência, percebi que o negócio é simples. Não é fácil, mas é simples! Então caiu a segunda ficha: quantas mulheres não devem passar pelo que eu passei? Porque não ajudá-las a começar a empreender e a criar um negócio que esteja alinhado com quem elas são e acreditam? 

A partir daí eu reuni as principais técnicas e ferramentas de Coaching e Empreendedorismo que me ajudaram a tornar palpável o meu sonho e criei o programa Despertando Borboletas. 

 

Qual foi o maior insight sobre produtividade que você teve até hoje? Alguma ideia grande ou pequena que fez uma baita diferença.

Não importa o quão longe você queira ir, a jornada é feita de pequenos e constantes passos.

Se você se preocupar com o todo pode ser que se sinta desencorajada para seguir em frente. Se preocupe apenas em dar o próximo passo. Por mais longe que você ainda esteja do destino, você já não está mais no ponto de partida. Apenas faça!  

 

Quais são os passos básicos para começar a trilhar o caminho do empreendedorismo? Os pré-requisitos que todo mundo deveria ter em mente quando pensar em ser empreendedor. 

Passo 1: autoconhecimento.

Antes do empreendedor vem o ser humano, que é composto de talentos, qualidades, limitações e várias características que o tornam único. Quando você busca o autoconhecimento você consegue ter mais clareza do que te motiva, do que te limita, do que te faz feliz ou triste, do que você gosta ou não de fazer.

Dessa maneira é possível traçar uma jornada que esteja mais alinhada com quem você é e no que você acredita. Pode até ser que durante essa exploração você entenda que o empreendedorismo não é para você – e tá tudo bem! Percebo que muitas pessoas entram na onda do empreendedorismo hoje em dia porque acham “cool” ou porque ele representa uma fuga da realidade atual, e não porque realmente faz sentido para a vida delas.  
    
Passo 2: resolver um problema ou atender uma demanda.

Os negócios promissores surgem para resolver problemas reais da sociedade. Você tem que se apaixonar pelo seu cliente e não pelo seu produto ou serviço. É importante ter flexibilidade e desapego para ajustar a sua proposta de maneira que ela atenda melhor às expectativas do seu público alvo. 

 
 

Qual é a maior dificuldade que as pessoas geralmente enfrentam quando começam um empreendimento próprio?

Acho que muitas pessoas iniciam um negócio com a expectativa de que ele dará retorno em um curto período de tempo e que o sucesso será garantido. 

Via de regra, todo negócio leva um tempo para começar a se sustentar. Só depois ele começa a dar lucro. Esse período é recheado de aprendizados, tropeços e ajustes. É importante estar presente nessa época e montar uma estratégia para que esses tombos sejam pequenos e que você tenha recursos para sustentar a si mesmo e ao negócio enquanto ele ainda está engatinhando. 

 

O que você faz diariamente para se manter organizada e produtiva? 

A cada 3 ou 4 meses eu revejo os meus objetivos e metas e os divido mensalmente. Semanalmente, eu revisito a meta mensal e traço um plano para a semana, elencando as atividades necessárias para alcançar aqueles objetivos.

Nessa lista eu também coloco as tarefas do dia a dia (cuidar da casa, ir ao mercado, médico, dentista, academia, etc). Diariamente, a última coisa que faço é montar o planejamento de ações do dia seguinte, priorizando as tarefas. No dia seguinte é só executar =) 

 

Quais são as suas principais metas (pessoais ou profissionais) para o ano que vem? Como que você planeja cumpri-las?

Ainda não pensei muito nisso, já que eu normalmente faço esse planejamento em janeiro.

Mas eu quero com certeza continuar vivendo o meu propósito de poder ser eu mesma e viver pela minha essência, usando os meus talentos e respeitando aquilo que considero mais importante na vida. Através dessa verdade quero consolidar a minha marca e o meu trabalho. 

Recebo frequentemente mensagens e emails de pessoas dizendo que os meus conteúdos as ajudaram de alguma forma – e isso me motiva a aumentar o número das pessoas que eu posso impactar! Certamente o meu planejamento vai ter estratégias para tornar isso uma realidade.  

 
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Vamos falar um pouquinho sobre o futuro. Para você, qual é a próxima grande tendência que vai acontecer no empreendedorismo brasileiro?

Eu não sei se é uma tendência do ponto de vista pessoal ou se é só um desejo meu, mas acredito que as pessoas estão carentes de coisas que valorizem mais o ser humano. Propostas que priorizem o intangível – como o olhar, o sentir, o experimentar, a conexão, a espiritualidade, a pureza, a bondade, a compaixão e o ser.  

 

Para fechar com chave de ouro, conta pra gente qual é a maior dificuldade que você está enfrentando no seu próprio negócio hoje em dia. Qual aspecto do seu empreendimento precisa melhorar? 

Acho que o maior desafio de quem começa a empreender, sem nunca ter estado na área de vendas antes, é justamente vender o que você faz. Eu nunca precisei fazer isso, então o meu músculo de vendas estava atrofiado.

Entretanto, como qualquer outra habilidade, é possível desenvolver e evoluir esse músculo com conhecimento, prática e repetição. Tenho focado os meus estudos em marketing para melhorar a minha comunicação. Sinto que já evoluí bastante, mas sempre há espaço para melhorar não é mesmo?    

 

Muito obrigada por dividir um pouco da sua experiência e do seu conhecimento com a gente, Adriana! Conta aí para os leitores como que eles podem te achar na internet e entrar em contato contigo.

Eu que agradeço o convite!

É uma honra poder dividir a minha história e conhecimento com vocês! ♥ 
Lá no meu site tem os links para todas as redes sociais e o meu email é adriana@despertandoborboletas.com.br.


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