Entrevista com Thamyrez Aguiar: dicas para uma vida good vibes

Quem, em sã consciência, não quer ter uma vida cheia de boas energias e de vibrações positivas? Quem é que vai abrir mão de ter um pouco mais de paz, presença e tranquilidade hoje em dia? Se você curte falar de espiritualidade, slow life e prática saudáveis para uma vida mais presente, você vai ADORAR o texto de hoje.

A nossa convidada de honra para essa entrevista é a Thamyrez Aguiar, dona do blog Casa Design Studio, designer e professora de yoga. Ela foi uma das surpresas mais aconchegantes e felizes que dois mil e dezessete me trouxe. Eu já disse, mas vou repetir: eu acredito piamente que o universo coloca no nosso caminho as pessoas certas no momento exato. De um jeito justo e honroso. Se você ainda não conhece, vem cá dar uma olhada no instagram e no canal do youtube da Thamyrez.

Essa moça produz um conteúdo de primeira e eu já te desafio, desde agora, a não se apaixonar por cada palavra que ela fala. É praticamente impossível. Eu conheci a Thamyrez através do vórtice das recomendações do instagram, no meio desse ano, e em setembro participei do curso Desperte o Seu Potencial Visionário que ela criou. Nos conhecemos, nos afinamos e quando eu a encontrei para gravar essa entrevista, nossa. Foi só alegria. Consegui confirmar algo que a minha intuição já estava soprando no meu ouvido: vocês tem muitas ideias em comum.

Eu precisava chamar essa moça para conversar e compartilhar com vocês as ideias refrescantes que ela tem. Sabe aquele papo que é como uma brisa de ventinho gelado no meio de um dia super quente? Bem assim. Na conversa de hoje a gente fala sobre muitas pequenas ideias que, por mais óbvias ou contraditórias que pareçam, podem ajudar todas as pessoas a ter uma vida mais centrada, energizada e harmoniosa. Essa entrevista é um pedágio e um pré-requisito essencial se você está afim de brindar o ano de 2018 na melhor nota e com o melhor tom possível.

 
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O seu jeito de se organizar e de planejar os seus objetivos de vida mudou nos últimos anos em algum aspecto? Se sim, qual?

O meu jeito de me organizar mudou bastante! Principalmente desde 2013, quando eu saí de um trabalho normal no mundo corporativo, criei o meu blog e comecei a dar aulas de yoga. Foi quando eu comecei a empreender e percebi que se eu não tivesse um plano certo para seguir eu acabaria ficando “solta demais”. Quando nós estamos no mundo corporativo não precisamos fazer isso, né. Já temos um plano de carreira e etc. Mas eu percebi que se eu não tivesse metas palpáveis eu não chegaria a lugar nenhum – principalmente trabalhando sozinha. Eu gosto de empreender a minha filosofia e o meu estilo de vida: a yoga, a decoração e a espiritualidade. Então, em 2016, eu criei o meu próprio método de organização. Eu decidi pensar no macro, na figura geral, e ir descendo para o micro.

Eu penso no que eu quero fazer até os próximos dez anos e divido essas metas para metas específicas que eu possa alcançar de 3 em 3 anos. Eu trabalho sempre dentro dessa perspectiva. Eu pego um projeto e vejo quais são as ações contínuas (aqueles hábitos que fazem o projeto girar) e as ações pontuais que ele precisa para ser realizado. Essa técnica tem funcionado, tenho gostado bastante. Eu adoro visualizar o meu futuro e planejar o que eu quero. Um planejamento mais detalhado do que fazer agora acontece mais ou menos de 3 em 3 meses. Eu fico quase uma semana pegando referências, criando os meus projetos e colhendo inspirações.

 

O que você costuma fazer quando está se sentindo estafada e precisa recarregar as baterias?

Eu pratico yoga e faço meditação. Faço yoga todos os dias, independente se estou estafada ou não - é uma prática constante. E quando eu estou especialmente triste e cansada eu crio um ritual para esse momento. Eu preparo tudo: eu limpo o lugar onde eu vou fazer a minha prática de yoga. Arrumo a casa e dou uma organizada geral em tudo. Porque quando eu chego ao ponto de estar estafada a minha casa também está caótica, geralmente. Eu dou uma arejada, deixo a energia circular e preparo o ambiente pra ele me acolher. Acendo velas, acendo um incenso e coloco uma música boa para tocar. Depois eu leio ou assisto a um vídeo inspirador - alguma coisa que também me ensine algo legal.

 

Qual foi a compra de menos de cem reais que mais melhorou e otimizou a sua vida nos últimos meses?

Um livro sobre relacionamentos: “Do sofrimento pra alegria”, do Sri Prem Baba. 

 

 
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Qual foi o pior conselho que você já escutou alguém dar dentro da sua área ou do seu meio de trabalho?

Quando falam que a yoga ou a espiritualidade são perdas de tempo. Essa questão da meditação, por exemplo, tem sido tão discutida que esse assunto até já caiu no modismo. E uma das piores coisas que eu já ouvi foi essa associação de as pessoas só meditarem porque essa é a moda hoje em dia. Eu já penso o contrário. Eu penso: “que bom que mais pessoas estão falando disso!”. E bem, é claro que às vezes a yoga e a meditação são tratadas através de certas perspectivas com as quais eu não concordo. Como quando quando alguém dá entender que a meditação pode curar todos os seus problemas ou que a yoga é só um conjunto de posições sem maiores intenções. Existe muito mais profundeza nessas duas práticas do que isso. Mas ainda assim eu gosto que muitas pessoas falem disso atualmente. Porque assim elas tem, pelo menos, duas boas portas para começarem ou se aprofundarem nesse caminho do autoconhecimento e da espiritualidade.

 

Quais são as estratégias específicas que você usa para planejar e organizar as suas metas do ano?

Eu sou muito conectada com os ciclos da natureza. Na virada do ano, especificamente, eu estou bastante focada em comemorar, em ficar offline por alguns dias e não trabalhar tanto. Agora, quando entra a primavera, é que eu estou muito mais focada no trabalho e no planejamento do ano que vem. O verão é a época da festa, a época da colheita. Já a primavera é a época de semear e de idealizar - é a época de preparar a festa. Nesse período em que a gente está agora eu me planejo bastante e no verão eu me concentro mais na ação. E uma coisa que eu gosto de fazer na época do planejamento de ano é criar um vision board e visualizar o que eu quero conquistar no ano seguinte. Eu acredito que o exercício da visualização é uma ferramenta muito eficaz para o nosso futuro.

 

Se você pudesse escrever qualquer coisa em um outdoor bem grande, bem no centro da cidade, o que seria?

Eu acho que as pessoas tratam a vida como um jogo - e em um jogo você geralmente tem alguma coisa a dominar. Algo a conquistar, uma vitória pra cumprir. Você sempre tem um objetivo. E eu acho que a nossa vida é uma brincadeira: não existe objetivo nenhum. A meta é ser leve, se divertir, sentir o vento bater no rosto, ver as flores e sentir o sol na pele. Ter essa consciência da presença no agora, sabe? O objetivo é perceber que é uma puta oportunidade de você estar aqui agora. E por mais que a gente viva só cem anos (o que é bem pouco), eu acredito que nós somos eternos. O universo é infinito e eu acredito que nós somos partículas desse grande universo, dessa grande consciência. O que nós estamos vivendo é tão passageiro e tão efêmero... e a gente se entrega a dramas tolos como se eles fossem o fim do mundo. Quando na realidade não é nada disso. Algumas coisas só parecem ser “o fim do mundo” porque você se concentra muito no seu eu pequenininho e esquece do resto. Eu aprendi com o Osho que a vida é uma brincadeira e as coisas não são fatais.

 

 
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Você tem algum tipo de ritual para começar bem a manhã? Como costuma ser a primeira hora do seu dia?

Eu adoro rituais! Eles dão um aspecto sagrado para a rotina e para as coisas do dia-a-dia. De manhã eu gosto de meditar e, se eu tiver com tempo, faço a minha prática de yoga - aquele processo todo que contei antes. Eu gosto de ler alguma coisa rápida, depois, e aí eu preparo um café da manhã. Eu gosto de comer bem e de me alimentar direito logo no início do dia. Eu também tinha um ritual matinal que eu ainda gosto bastante, apesar de não estar conseguindo fazer: caminhar por uns 10 minutos depois do café da manhã. Eu caminhava e ia ouvindo alguma coisa nesse tempo: um podcast ou um audio book. As frases e os ensinamentos que mais me chamavam a tenção eu anotava depois, quando chegava em casa. Dava um jeito de registrar o ensinamento ou o insight de alguma forma e tentava colocar aquilo em prática ao longo do dia.

 

Qual é o hábito mais simples que você tem e que, ao mesmo tempo, mais te ajuda a se manter produtiva durante o dia?

Ouvir música. Não precisa nem ser uma música tradicional - pode ser só um som ou uma batida. Se eu preciso fazer alguma coisa e preciso agir e me concentrar, coloco uma uma batida no fundo e isso já me deixa mais ligada e conectada com o que estou fazendo.

 

Qual tem sido a sua maior pedra no sapato em relação à organização e ao planejamento, ultimamente?

A essa questão de ter processos e métodos mais claros e ferramentas estabelecidas. Eu vou anotando todas as minhas ideias, durante a semana, por exemplo, em um calendário. Não deixo de anotar nem nada. Mas às vezes eu acho que isso é muito pouco e parece que não está tudo bem amarrado, sabe? A minha pedra é não ter um método claro e um processo de organização para seguir no dia-a-dia.

 

Me diga uma coisa na qual você firmemente acredita mas a maioria das pessoas acha totalmente doida.

Duas coisas. Primeiro, a questão da espiritualidade e do momento presente. O fato da vida ser uma brincadeira. Eu acho que as pessoas até gostam e fazem coro à isso, às vezes. A maioria ainda concorda com isso. Mas quando eu falo sobre os ciclos da natureza (especialmente os que ocorrem ao longo do ano, como as estações) e de como nós podemos nos conectar com eles, eu só escuto um “cri cri cri”. Ninguém nunca me disse que essa ideia é doida, especificamente, mas esse assunto não recebe muitos comentários de concordância, parece que estou falando sozinha.

Mas essa teoria mudo a minha vida. Ter consciência da ciclicidade da vida e respeitar o ciclo das coisas… isso mudou a minha vida em um grau enorme. Essa é a base do meu conforto, hoje em dia. Eu já praticava yoga e estava fazendo a minha formação de instrutora, na época, quando passei por uma depressão e sofri um baque na minha vida. O que me sustenta atualmente e não me deixa chegar nesse ponto ruim é ter a consciência que tudo passa.

A vida é um ciclo. Por mais que a gente viva ouvindo isso (“é tudo passageiro”), antes era tudo um blá blá blá pra mim. E perceber que existe o inverno, o verão, a lua cheia e a lua minguante me fez me permitir ter momentos de tristeza também. É normal ter momentos de raiva e estar de saco cheio com a vida, às vezes. Se a natureza tem um inverno e uma lua minguante, me deixa com o meu sentimento de tristeza aqui, oras. Hoje em dia eu me permito ter momentos de raiva e de tristeza. Antigamente só o que eu queria era sair disso. Hoje eu me percebo em momentos assim e penso ”ok, hoje não é o meu melhor dia”. E ter a certeza que o meu melhor dia vai vir é maravilhoso - especialmente nesses dias baixos. Isso é muito poderoso para mim e eu quero muito passar isso para as outras pessoas.


〽️ CURTIU? AQUI TEM + IDEIAS BACANAS PARECIDAS, Ó: